sexta-feira, 11 de julho de 2014

Como ultrapassar barreiras

Essa publicação vai em prol de uma pessoa bem especial que conheci. A ocasião não importa muito agora, mas foi bem incomum.
Faz muito tempo que não posto nada, então, vou iniciar de maneira apropriada. Passei por muitas coisas difíceis e cheguei onde poucos seres humanos possam ter chegado. Todo mundo fala do fundo do poço, mas eu sei q ele existe e sei como ele é. É o momento da vida onde nada importa, vc não sente dor, nem tristeza, nem alegria, nem animo... A única possibilidade no caminho é a derrota. E foi assim q fui encontrada por minha família. A ocasião em que a vergonha mais tomou conta de mim. Desnutrida e desidratada, fui retomar a consciência somente no hospital. Nessa ocasião fui diagnosticado um câncer de estomago e meu companheiro me abandonou. Passei um bom tempo na pior das depressões, passando ainda pela vergonha dos vizinhos, parentes e amigos que me viram em tal situação. Sozinha, fiquei desnorteada. Pensei em desistir e novamente me tranquei em casa. Ate q percebi. Precisava voltar ao mundo real, precisava continuar. As contas não seriam pagas sozinhas e todos tinham desistido de mim. (menos minha amiga Raquel ao qual ainda devo uma visita a praia). Ela sempre esteve presente. Minha mãe me ajudou o quanto pode, mas depois, teve q ir na marra. O mundo não espera por nos. As regras já foram feitas. E se demorarmos muito o trem vai partir com ou sem a gente. Porque é assim que funciona. Já cometi todas as loucuras possíveis pra uma vida. Agora quero pegar o trem e quem sabe parar em algum lugar tranquilo, ou continuar meu caminho a pé. Eu continuarei. Mesmo que ninguém esteja por perto...








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