Nunca gostei muito de futebol americano, mas foi impossível não me comover e não gostar de uma história a respeito de um corel back: Michael Oher. Todos temos nossas histórias, uma mais impressionante do que a outra e nenhuma de forma alguma pode ser considerada comum ou sem graça. Entendo, agora, quando em sua redação Oher tem como inspiração o poema citado por seu tutor e que Alfred Tennyson escreveu:

Quem nunca olhou para o lado e se viu (ou a outrem) numa realidade assim. Assistam o filme e percebam que coragem não é tudo. Se não for por um ideal, pela honra, a coragem não vale nada. Pq acontecem coisas ruins? Simplesmente porque elas tem que acontecer. Não existe o país das maravilhas e mesmo nele, Alice teve dificuldades que deveriam ter sido superadas. Muito mais de 600 vão para o vale da morte todos os dias no mundo e com certeza vc e eu estamos nesse meio. A pergunta é, sabendo desse futuro, quem o enfrentaria com dignidade, sem raiva, medo ou punição. Esperando somente até que esteja liberado para ir embora...
“Avante, Brigada Ligeira!
O ataque da Brigada Ligeira
Meia légua, meia légua
Meia légua faltava ainda
Ao vale da Morte todos
Cavalgavam os seiscentos soldados (...)
Você pode continuar lendo no fim do post (se vc gostou). Responder não podiam, argumentar não podiam, somente obedecer e morrer. Oher discorre a respeito da coragem desses guerreiros, mas principalmente da honra. Todos nós somos marcados por rotinas onde sem escolha podemos somente escolher entre fazer com ou sem dignidade. Em infinitos momentos de nossas vidas, podemos fazer escolhas nas quais será traçado nosso futuro, mas infelizmente na maioria das vezes depois das escolhas feitas não se pode voltar atras. Quando os soldados foram convocados, eles poderiam ter fugido, poderiam ter se negado (e por mais que alguns tivessem tentado) haveria uma gama de saídas para aqueles que não queriam servir. Mas eles escolheram servir e serem soldados. Uma escolha. Quem quer ser soldado? Quem quer entregar sua vida em um campo de batalha, com o mau cheiro do suor, os calos das botas, a regra de alimentação...? Quem quer abrir mão, conscientemente da "boa vida" e dos prazeres num lugar sem guerra? Se realmente ninguém (ou muito poucas pessoas) querem isso, o que motiva os soldados a seguirem em frente e partir para o campo de batalha. Coragem? Não precisa ser soldado para provar a coragem, isso é o que fazemos todos os dias do nascente ao poente...Todos nós com nossa cota de coragem saímos para enfrentar o mundo... Então porque servir numa guerra? Para poder ser melhor. Para conquistar ideais maiores do que uma vida ou duas. Não digo com isso que sou a favor da guerra. Melhor seria se não precisasse te-la. Mas se já nascemos tão diferentes (brancos, negros, mestiços...) e em condições tão diferentes (econômica, cultural, espacial...) o conflito de idéias já vem pré definido. Coragem pra morrer? Besteira! Qualquer um pode fazer isso, mas coragem para batalhar, e principalmente, batalhar pelo que se acredita, muito poucas pessoas conseguem. Eis uma definição de honra.
Meia légua faltava ainda
Ao vale da Morte todos
Cavalgavam os seiscentos soldados (...)
Você pode continuar lendo no fim do post (se vc gostou). Responder não podiam, argumentar não podiam, somente obedecer e morrer. Oher discorre a respeito da coragem desses guerreiros, mas principalmente da honra. Todos nós somos marcados por rotinas onde sem escolha podemos somente escolher entre fazer com ou sem dignidade. Em infinitos momentos de nossas vidas, podemos fazer escolhas nas quais será traçado nosso futuro, mas infelizmente na maioria das vezes depois das escolhas feitas não se pode voltar atras. Quando os soldados foram convocados, eles poderiam ter fugido, poderiam ter se negado (e por mais que alguns tivessem tentado) haveria uma gama de saídas para aqueles que não queriam servir. Mas eles escolheram servir e serem soldados. Uma escolha. Quem quer ser soldado? Quem quer entregar sua vida em um campo de batalha, com o mau cheiro do suor, os calos das botas, a regra de alimentação...? Quem quer abrir mão, conscientemente da "boa vida" e dos prazeres num lugar sem guerra? Se realmente ninguém (ou muito poucas pessoas) querem isso, o que motiva os soldados a seguirem em frente e partir para o campo de batalha. Coragem? Não precisa ser soldado para provar a coragem, isso é o que fazemos todos os dias do nascente ao poente...Todos nós com nossa cota de coragem saímos para enfrentar o mundo... Então porque servir numa guerra? Para poder ser melhor. Para conquistar ideais maiores do que uma vida ou duas. Não digo com isso que sou a favor da guerra. Melhor seria se não precisasse te-la. Mas se já nascemos tão diferentes (brancos, negros, mestiços...) e em condições tão diferentes (econômica, cultural, espacial...) o conflito de idéias já vem pré definido. Coragem pra morrer? Besteira! Qualquer um pode fazer isso, mas coragem para batalhar, e principalmente, batalhar pelo que se acredita, muito poucas pessoas conseguem. Eis uma definição de honra.
Para o vale da morte cavalgaram 600 soldados...
Quando Oher demonstra a sua total falta de raiva ou rancor do mundo ou de qualquer pessoa especificamente... Mesmo tendo nascido negro, pobre, grandalhão, com todas as condições não favoráveis a qualquer pessoa em si (de fato, culturalmente só poderia ser pior se tivesse nascido mulher nesse meio social - fato representado pela mãe de Oher que apesar das drogas e prostituições, tenta proteger o filho desse meio pedindo pra que ele fechasse os olhos para aquela realidade). E simplesmente o fez. Deixou o passado para trás porque esse não podia ser mudado. Avante, Brigada Ligeira!!! Adianta mesmo ficar com raiva do mundo e brigar com todos por um passado triste e infeliz? Ou quem, vendo-se cercado por canhões se renderá pacificamente, caindo em terra com lagrimas aos olhos (perdendo a guerra e a glória). Eis o que se perde àqueles que se rendem, perdem a hombridade, perdem os seus ideais para assumirem os ideais de outrem, justamente o oposto do seu. Oher poderia ter sido um viciado, ter feito muitos "bastardos" pelo mundo, matado ou morrido em conflitos de gangues, podia ter aceitado sua realidade pobre ou simplesmente fugido dali tentando sonhar uma realidade nova. Eis que não era sua realidade! Sem raiva, ele encarava a escola de brancos, com resignação ele catava o resto dos lanches deixados nas arquibancadas. Com uma blusa extra numa sacola de plástico, ele não culpava ninguém. E na verdade, quem ele poderia ter culpado se tantas pessoas estavam (estão e estarão) na mesma situação? Não um somente, mas 600 cavalgaram para o vale da morte. Pra quem não sabe o que estou falando, o filme: "Um sonho possível", estrelado por Sandra Bullock, conta essa história, de um dos tantos Michael Oher que existem no mundo e tantas famílias "Tuohy" (infelizmente nem tantas famílias quanto seriam necessárias para que essa realidade fosse corriqueira no mundo).
Quando Oher demonstra a sua total falta de raiva ou rancor do mundo ou de qualquer pessoa especificamente... Mesmo tendo nascido negro, pobre, grandalhão, com todas as condições não favoráveis a qualquer pessoa em si (de fato, culturalmente só poderia ser pior se tivesse nascido mulher nesse meio social - fato representado pela mãe de Oher que apesar das drogas e prostituições, tenta proteger o filho desse meio pedindo pra que ele fechasse os olhos para aquela realidade). E simplesmente o fez. Deixou o passado para trás porque esse não podia ser mudado. Avante, Brigada Ligeira!!! Adianta mesmo ficar com raiva do mundo e brigar com todos por um passado triste e infeliz? Ou quem, vendo-se cercado por canhões se renderá pacificamente, caindo em terra com lagrimas aos olhos (perdendo a guerra e a glória). Eis o que se perde àqueles que se rendem, perdem a hombridade, perdem os seus ideais para assumirem os ideais de outrem, justamente o oposto do seu. Oher poderia ter sido um viciado, ter feito muitos "bastardos" pelo mundo, matado ou morrido em conflitos de gangues, podia ter aceitado sua realidade pobre ou simplesmente fugido dali tentando sonhar uma realidade nova. Eis que não era sua realidade! Sem raiva, ele encarava a escola de brancos, com resignação ele catava o resto dos lanches deixados nas arquibancadas. Com uma blusa extra numa sacola de plástico, ele não culpava ninguém. E na verdade, quem ele poderia ter culpado se tantas pessoas estavam (estão e estarão) na mesma situação? Não um somente, mas 600 cavalgaram para o vale da morte. Pra quem não sabe o que estou falando, o filme: "Um sonho possível", estrelado por Sandra Bullock, conta essa história, de um dos tantos Michael Oher que existem no mundo e tantas famílias "Tuohy" (infelizmente nem tantas famílias quanto seriam necessárias para que essa realidade fosse corriqueira no mundo).
"Olhando para trás, é loucura como eu cheguei aqui. Mas não parecia duro na época. Eu apenas vivia dia a dia, fazia o melhor que podia" - disse Oher.

Quem nunca olhou para o lado e se viu (ou a outrem) numa realidade assim. Assistam o filme e percebam que coragem não é tudo. Se não for por um ideal, pela honra, a coragem não vale nada. Pq acontecem coisas ruins? Simplesmente porque elas tem que acontecer. Não existe o país das maravilhas e mesmo nele, Alice teve dificuldades que deveriam ter sido superadas. Muito mais de 600 vão para o vale da morte todos os dias no mundo e com certeza vc e eu estamos nesse meio. A pergunta é, sabendo desse futuro, quem o enfrentaria com dignidade, sem raiva, medo ou punição. Esperando somente até que esteja liberado para ir embora...
“Avante, Brigada Ligeira!
Atacai com as armas!” disse ele:
Para o vale da Morte
Para o vale da Morte
Cavalgavam seiscentos soldados
“Avante, Brigada Ligeira!”
Por acaso um homem amedrontado havia?
Não, embora soubessem os soldados
Que alguém a verdade não falava:
Eles responder não podiam,
Eles argumentar não podiam,
Eles obedecer e morrer podiam apenas:
Para o vale da Morte
Cavalgavam seiscentos soldados
À direita, canhão,
À esquerda, canhão,
À frente, canhão
Atiravam e rimbobavam;
Com tiros e granadas fulminados,
Sem medo audazmente avançavam
Da Morte para as garras,
Do Inferno para a boca
Cavalgavam seiscentos soldados.
Num átimo, os sabres desembainhavam.
Os quais, no alto, cintilhantes,
Canhoneiros ali golpeavam,
Um exército atacando, diante
De um mundo atônito:
Da bateria pela fumaça sufocados;
Cossacos e russos,
Vacilantes ante os sabres dos golpes,
Destroçavam-se e partiam-se.
Recuaram em seguida, mas não –
Não os seiscentos soldados.
À direita, canhão,
À esquerda, canhão
Atrás, canhão
Atiravam e atroavam;
Por tiros e granadas fulminados,
Enquanto caem cavalos e heróis,
Logo eles, combatentes aguerridos,
Nas garras da Morte cair foram,
Da boca do Inferno de regresso,
Foi tudo o que restou
Desses seiscentos homens.
Pode, algum dia, sua glória se apagar
Oh, temerário esforço despendido!
O mundo inteiro se pergunta.
Honra à luta travada!
Honra à Brigada Ligeira,
Nobreza de seiscentos heróis!
(Tradução de Cunha e Silva Filho)

“Avante, Brigada Ligeira!”
Por acaso um homem amedrontado havia?
Não, embora soubessem os soldados
Que alguém a verdade não falava:
Eles responder não podiam,
Eles argumentar não podiam,
Eles obedecer e morrer podiam apenas:
Para o vale da Morte
Cavalgavam seiscentos soldados
À direita, canhão,
À esquerda, canhão,
À frente, canhão
Atiravam e rimbobavam;
Com tiros e granadas fulminados,
Sem medo audazmente avançavam
Da Morte para as garras,
Do Inferno para a boca
Cavalgavam seiscentos soldados.
Num átimo, os sabres desembainhavam.
Os quais, no alto, cintilhantes,
Canhoneiros ali golpeavam,
Um exército atacando, diante
De um mundo atônito:
Da bateria pela fumaça sufocados;
Cossacos e russos,
Vacilantes ante os sabres dos golpes,
Destroçavam-se e partiam-se.
Recuaram em seguida, mas não –
Não os seiscentos soldados.
À direita, canhão,
À esquerda, canhão
Atrás, canhão
Atiravam e atroavam;
Por tiros e granadas fulminados,
Enquanto caem cavalos e heróis,
Logo eles, combatentes aguerridos,
Nas garras da Morte cair foram,
Da boca do Inferno de regresso,
Foi tudo o que restou
Desses seiscentos homens.
Pode, algum dia, sua glória se apagar
Oh, temerário esforço despendido!
O mundo inteiro se pergunta.
Honra à luta travada!
Honra à Brigada Ligeira,
Nobreza de seiscentos heróis!
(Tradução de Cunha e Silva Filho)

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOlá Lílian Santos.. esse POST já faz 4 anos, mas espero que você saiba quem é hoje caso ainda não, eu espero seu contato.
ResponderExcluirUma das passagens do filme q mais gostei. Qdo o Sr. Tuohy discorre esse poema, o Oher entendeu sua trajetória e foi fazer bonito...
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